quarta-feira, 15 de junho de 2016

Histórico da literatura brasileira

Quinhentismo (século XVI)

Representa a fase inicial da literatura brasileira, pois ocorreu no começo da colonização. Representante da Literatura Jesuíta ou de Catequese, destaca-se Padre José de Anchieta com seus poemas, autos, sermões cartas e hinos. O objetivo principal deste padre jesuíta, com sua produção literária, era catequizar os índios brasileiros. Nesta época, destaca-se ainda Pero Vaz de Caminha, o escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral. Através de suas cartas e seu diário, elaborou uma literatura de Informação (de viagem) sobre o Brasil. O objetivo de Caminha era informar o rei de Portugal sobre as características geográficas, vegetais e sociais da nova terra.

Barroco (século XVII)

Essa época foi marcada pelas oposições e pelos conflitos espirituais. Esse contexto histórico acabou influenciando na produção literária, gerando o fenômeno do barroco. As obras são marcadas pela angústia e pela oposição entre o mundo material e o espiritual.  Metáforas, antíteses e hipérboles são as figuras de linguagem mais usadas neste período. Podemos citar como principais representantes desta época: Bento Teixeira, autor de Prosopopéia; Gregório de Matos Guerra (Boca do Inferno), autor de várias poesias críticas e satíricas; e padre Antônio Vieira, autor de Sermão de Santo Antônio ou dos Peixes.

Neoclassicismo ou Arcadismo (século XVIII)

O século XVIII é marcado pela ascensão da burguesia e de seus valores. Esse fato influenciou na produção das obras desta época. Enquanto as preocupações e conflitos do barroco são deixados de lado, entra em cena o objetivismo e a razão. A linguagem complexa é trocada por uma linguagem mais fácil. Os ideais de vida no campo são retomados ( fugere urbem = fuga das cidades ) e a vida bucólica passa a ser valorizada, assim como a idealização da natureza e da mulher amada. As principais obras desta época são: Obra Poética de Cláudio Manoel da Costa, O Uraguai de Basílio da Gama, Cartas Chilenas e Marília de Dirceu de Tomás Antonio Gonzaga, Caramuru de Frei José de Santa Rita Durão.


Romantismo (século XIX)

A modernização ocorrida no Brasil, com a chegada da família real portuguesa em 1808, e a Independência do Brasil em 1822 são dois fatos históricos que influenciaram na literatura do período. Como características principais do romantismo, podemos citar : individualismo, nacionalismo, retomada dos fatos históricos importantes, idealização da mulher, espírito criativo e sonhador, valorização da liberdade e o uso de metáforas. As principais obras românticas que podemos citar : O Guarani de José de Alencar, Suspiros Poéticos e Saudades de Gonçalves de Magalhães, Espumas Flutuantes de Castro Alves, Primeiros Cantos de Gonçalves Dias. Outros importantes escritores e poetas do período: Casimiro de Abreu, Álvares de Azevedo, Junqueira Freire e Teixeira e Souza.

Realismo - Naturalismo (segunda metade do século XIX)

Na segunda metade do século XIX, a literatura romântica entrou em declínio, juntos com seus ideais. Os escritores e poetas realistas começam a falar da realidade social e dos principais problemas e conflitos do ser humano. Como características desta fase, podemos citar : objetivismo, linguagem popular, trama psicológica, valorização de personagens inspirados na realidade, uso de cenas cotidianas, crítica social, visão irônica da realidade. O principal representante desta fase foi Machado de Assis com as obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro e O Alienista. Podemos citar ainda como escritores realistas Aluisio de Azedo autor de O Mulato e O Cortiço e Raul Pompéia autor de O Ateneu.

Parnasianismo (final do século XIX e início do século XX)

O parnasianismo buscou os temas clássicos, valorizando o rigor formal e a poesia descritiva. Os autores parnasianos usavam uma linguagem rebuscada, vocabulário culto, temas mitológicos e descrições detalhadas. Diziam que faziam a arte pela arte. Graças a esta postura foram chamados de criadores de uma literatura alienada, pois não retratavam os problemas sociais que ocorriam naquela época. Os principais autores parnasianos são: Olavo Bilac, Raimundo Correa, Alberto de Oliveira e Vicente de Carvalho.

Simbolismo (fins do século XIX)

Esta fase literária inicia-se com a publicação de Missal e Broquéis de João da Cruz e Souza. Os poetas simbolistas usavam uma linguagem abstrata e sugestiva, enchendo suas obras de misticismo e religiosidade. Valorizavam muito os mistérios da morte e dos sonhos, carregando os textos de subjetivismo. Os principais representantes do simbolismo foram: Cruz e Souza e Alphonsus de Guimaraens.

Pré-Modernismo (1902 até 1922)

Este período é marcado pela transição, pois o modernismo só começou em 1922 com a Semana de Arte Moderna. Está época é marcada pelo regionalismo, positivismo, busca dos valores tradicionais, linguagem coloquial e valorização dos problemas sociais. Os principais autores deste período são: Euclides da Cunha (autor de Os Sertões), Monteiro Lobato, Lima Barreto, autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma e Augusto dos Anjos.

Modernismo (1922 a 1930)

Este período começa com a Semana de Arte Moderna de 1922. As principais características da literatura modernista são : nacionalismo, temas do cotidiano (urbanos) , linguagem com humor, liberdade no uso de palavras e textos diretos. Principais escritores modernistas: Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Cassiano Ricardo, Alcântara Machado e Manuel Bandeira.

Neo Realismo (1930 a 1945)

Fase da literatura brasileira na qual os escritores retomam as críticas e as denúncias aos grandes problemas sociais do Brasil. Os assuntos místicos, religiosos e urbanos também são retomados. Destacam-se as seguintes obras : Vidas Secas de Graciliano Ramos, Fogo Morto de José Lins do Rego, O Quinze de Raquel de Queiróz e O País do Carnaval de Jorge Amado. Os principais poetas desta época são: Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade e Cecilia Meireles.

Você sabia?

- Um dos eventos literários mais importantes do Brasil é a FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty). Em 2015, ela ocorrerá entre os dias 1 e 5 de julho.

- É comemorado em 1º de maio o Dia da Literatura Brasileira.

A mão e a luva de Machado de Assis( Síntese )













O livro trata da história da jovem Guiomar, de 17 anos. Ela é afilhada de uma baronesa e faz o possível (utilizando-se de atos frios e calculistas) para tentar elevar-se socialmente, para compensar a sua origem humilde.
No decorrer da história, três homens (Estevão, Jorge e Luis Alves) tentam conseguir a mão de Guiomar em casamento, cada um deles com características e objetivos distintos. Estevão, por exemplo, a ama loucamente, mas com pureza e inocência, como se fosse realmente o seu primeiro amor. Jorge, que é o sobrinho da baronesa, e também o mais mimado por ela, assim como Guiomar, também sonha em crescer socialmente e possui um amor fútil e carnal por ela. Já Luis Alves, vai se apaixonando aos poucos pela protagonista, e só com o tempo alimenta um sentimento por ela. Todavia, se analisarmos com calma, veremos que ele é praticamente uma mistura entre os dois primeiros, por ser um homem determinado e ambicioso.
O primeiro a pedir a mão de Guiomar é Jorge, tendo o apoio da baronesa e de Mrs. Oswald, sua empregada britânica. Um dia depois, Luís faz o mesmo pedido. Sendo assim, a baronesa diz que ela terá de escolher entre esses dois pretendentes. Imediatamente, ela escolhe Jorge. Entretanto, a baronesa sabia que sua afilhada queria na verdade casar com Luís Alves. Após isso, Guiomar e Luís Alves acabam se casando.

Um pouquino sobre a arte da leitura!!!






Nas últimas décadas, principalmente a partir do desenvolvimento das ideias construtivistas no processo de construção do conhecimento, muito se tem escrito e falado da qualidade da leitura como elemento indispensável ao processo de aprendizagem. Não basta ler; é essencial que, além da decodificação do código da escrita, a leitura tenha significado para o leitor, o que envolve outros processos, como compreensão e interpretação do que está sendo lido, atribuindo-lhe sentido. Um leitor competente deve reconhecer as palavras e seus significados, ser capaz de identificar e corrigir erros gramaticais ou ortográficos, estar habilitado para sintetizar o conteúdo do que lê discutindo com competência e identificando as ideias principais, estabelecer conexões com ideias de outras fontes e, assim, chegar às conclusões. Portanto, para ler com competência, é necessário saber transformar as informações em conhecimento.

           A leitura feita de forma significativa nos permite internalizar informações de uma forma mais estruturada e adquirir a capacidade de ver as coisas com novos sentidos, novas perspectivas, constituindo-se, também, uma nova forma de apropriação da realidade na qual estamos inseridos. Assim, independentemente do tipo de leitura que façamos, seja de natureza informativa ou não, ela estabelece uma relação com o mundo real, despertar-nos o imaginário e a criatividade, colocando-se como mediadora entre as pessoas, facilitando a interação.

           O primeiro passo para a realização de uma boa leitura é procurar um local tranquilo, onde se possa concentrar no que se está fazendo. Ao iniciar-se uma leitura, deve-se procurar selecionar as palavras de cujos significados se tenha dúvidas e, posteriormente, recorrer ao dicionário em busca daqueles que lhes deem maior sentido no contexto lido. Deve-se identificar, também, a parte principal e a conclusão do autor e verificar se concorda com o que foi lido. Para ler bem um livro científico, o ideal é iniciar pela capa e pela folha de rosto, verificando se o título dá pistas sobre a leitura que será realizada. Posteriormente, observar o nome do (a) autor (a). Ele soa familiar? Outra característica importante para identificar o conteúdo do livro é relacioná-lo com as referências bibliográficas. Além disso, é importante prestar atenção no sumário, sabendo, assim, quais conteúdos serão abordados.

          Discutir com outras pessoas as ideias abordadas na leitura pode ajudar a verificar se as conclusões tiradas estão corretas, bem como apreender ideias diferentes. Se for uma leitura difícil, leia várias vezes; isso permitirá compreender melhor o texto. Ao encontrar expressões especializadas (de biologia, astronomia, química, por exemplo), deve-se procurar conhecer e anotar o significado delas. Assim, além de enriquecer o vocabulário, haverá uma correta interpretação da leitura.

           Leituras de jornais, revistas, histórias em quadrinhos e de livros de literatura podem ser realizadas de forma mais descontraída, uma vez que esse tipo de leitura, normalmente, é utilizado como forma de entretenimento. É importante atentar-se, no entanto, para a compreensão das ideias principais abordadas naquilo que se está lendo. A leitura de histórias em quadrinhos é muito importante para se aprender a relacionar a imagem com a linguagem. As imagens servirão de dicas para que se compreenda o que está sendo lido, bem como para ajudar a desenvolver o prazer pela leitura.

          Professor: compete a você incentivar nos alunos o hábito da leitura, a ação reflexiva, o desenvolvimento do senso crítico e do raciocínio lógico. Deixe claro, também, que a leitura, além de enriquecer o vocabulário, aprimora a escrita e proporciona momentos prazerosos e possibilita novas descobertas, gerando novos conhecimentos não apenas nas pesquisas escolares, mas, principalmente, na vida social.